Descuido com higiene do ouvido faz com que casos de otite - inflamação e infecção típica do inverno - cresçam até 70% no verão. Tampões e protetores auriculares ajudam a prevenir o problema
Com o aumento da temperatura, cresce também a exposição das pessoas à água do mar e da piscina, principalmente crianças. O descuido com os ouvidos após essa exposição excessiva à água que aumenta a umidade no conduto auditivo externo faz com que casos de otite, inflamação/infecção típica do inverno, cresçam até 70% no verão. “Uma otite mal tratada pode ocasionar desde uma perda momentânea até problemas mais graves de audição, alerta a fonoaudióloga e porta-voz da Audibel, empresa de aparelhos auditivos, Sandra Braga. “Entre eles, até mesmo a perfuração do tímpano”, completa o otorrinolaringologista de João Pessoa, (PB), Marcos Franca Pereira.

O tipo de otite mais comum é causado por germes e fungos presentes na água. Suas maiores vítimas são as crianças, que geralmente não querem sair de dentro do mar ou da piscina. Vale lembrar que, em crianças, os casos de otite são frequentes desde os primeiros meses de vida. Estima-se que 20% das crianças de até quatro anos tenham pelo menos uma otite por ano. Segundo o médico, as crianças tendem a ser mais atingidas pelas otites médias devido à condição anatômica do ouvido nesta fase da vida e a maior incidência de infecções virais e bacterianas.
Por isso, os pais devem ficar atentos aos sintomas, principalmente se a criança está coçando os ouvidos, apresenta vermelhidão, inchaço ou secreção no local. O médico alerta ainda: “Em geral, as crianças não têm a sensação de ouvido tampado tão apurada quanto a dos adultos, então só reclamam quando há dor.” Quadros de otite, quando ocorrem com frequência, podem trazer sequelas graves, como a perda permanente do nível de audição, que ocasiona muitas vezes atrasos no desenvolvimento da linguagem, distúrbios de fala e menor habilidade no aprendizado.