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segunda-feira, 14 de março de 2011

Especialista dá dicas de cuidados com a saúde da mulher

Apesar de toda a correria do dia a dia, a mulher não pode descuidar da sua saúde e visitar regularmente o ginecologista é uma atitude que deve ser mantida, conforme alerta a ginecologista Emanuelli Alvarenga Silva, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André. Segundo ela, a vida acelerada associada ao tabagismo, estresse, obesidade, má alimentação, poucas horas de sono e sedentarismo exige cuidados redobrados.

Diante desta evolução, a medicina voltada para a mulher também mudou e o público feminino conta com um trabalho que tem colaborado muito para diminuir ou eliminar as mais diversas patologias femininas, proporcionando tratamentos mais específicos.

Atualmente a maior causa de óbitos nas mulheres são as doenças relacionadas ao coração e câncer de mama. A partir da prevenção estas e outras doenças podem ser detectadas e tratadas de forma eficaz, principalmente pelo fato de muitas surgirem de forma silenciosa como a hipertensão, diabetes, depressão e alguns tipos de câncer.

Estudo avalia doenças crônicas não transmissíveis em usuários de planos de saúde

As informações sobre usuários de planos de saúde no Brasil ainda são dispersas e não sistemáticas no Brasil, o que faz com que dados sobre fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) sejam difíceis de serem compilados. Com base no fato de que essas enfermidades são responsáveis por mais de 60% das mortes no país e no mundo, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade de São Paulo (USP) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) analisaram informações coletadas por inquérito telefônico com mais de 54 mil moradores de 27 capitais de estados brasileiros, que visava descrever o acesso a exames de diagnóstico e prevenção de DCNT entre beneficiários de planos de saúde. Os resultados apontaram que os homens cobertos por planos tem maior probabilidade de diagnóstico de dislipidemia (elevação das taxas de lipídeos no sangue) e as mulheres de realização de mamografia e de citologia oncótica (mais conhecido como Papanicolau).
A cobertura por planos de saúde também tende a ser maior com a idade (chega a 51,2% em maiores de 60 anos) e cresce em quase três vezes com o aumento da escolaridade, passando de 27,1% entre aqueles que estudaram até oito anos para 80,7% naqueles com 12 ou mais anos de estudos
“Esta pesquisa vem agregar dados sobre usuários de planos de saúde, população pouco estudada, dada a dificuldade de obtenção de informações”, comentam os pesquisadores em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz. “Os resultados são essenciais para estabelecer medidas de promoção e prevenção e subsídios para elaboração de programas de saúde”. Segundo os estudiosos, 41,8% dos consultados possuem plano de saúde, sendo as capitais do Sudeste e do Sul as que apresentam mais beneficiários e as do Norte e Nordeste menos. A cobertura também tende a ser maior com a idade (chega a 51,2% em maiores de 60 anos) e cresce em quase três vezes com o aumento da escolaridade, passando de 27,1% entre aqueles que estudaram até oito anos para 80,7% naqueles com 12 ou mais anos de estudos.