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segunda-feira, 14 de março de 2011

Uso de células-tronco pretende acelerar regeneração óssea: Centro de Estudos do Genoma Humano da USP cria método para acelerar regeneração óssea de fraturas ou doenças

A equipe do Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) do Instituto de Biociências (IB) da USP, liderada por Maria Rita-Passos Bueno e Mayana Zatz, está testando diferentes fontes de células-tronco retiradas do próprio organismo capazes de acelerar a reconstrução de ossos. A técnica pretende aumentar a eficiência no tratamento de doenças de difícil regeneração, como a osteosporose, que causa a perda da massa óssea e, com isso, aumenta a fragilidade dos ossos e o risco de fraturas.

De acordo com a pesquisadora Mayana Zatz, “o intuito da pesquisa é utilizar células tronco para acelerar a reconstrução de ossos que sofreram alguma fratura ou má-formação, como ocorre com bebês que nascem com alterações craniofaciais”, afirma.

Regeneração de tecido ósseo em ratos
através do uso de células-tronco
O estudo intitulado Perspectiva de um futuro tratamento para osteoporose ou outras doenças ósseas com base em células tronco foi desenvolvido pelas pesquisadoras do Centro do Genoma da USP Tatiana Jazedje da Costa Silva e Daniela Franco Bueno, e recebeu o Prêmio Saúde, da Editora Abril, na categoria Saúde da Mulher, em 2010.

Variedade de Células-tronco
Durante o desenvolvimento do estudo foram colhidas amostras de células-tronco provenientes de diversos tecidos humanos. Num primeiro momento, foram coletadas células-tronco de tecidos extraídos do organismo, como polpa de dente de leite, tecido adiposo — descartado em cirurgias, principalmente em procedimentos de lipoaspiração — e tecido muscular do lábio — descartado em cirurgias corretivas.

domingo, 22 de agosto de 2010

Biomaterial para regeneração óssea: Bolsista da FAPESP ganha prêmio na Espanha por desenvolvimento de material reabsorvível que promove a regeneração óssea

A doutoranda Sybele Saska, do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, foi premiada durante a 88th International Association for Dental Research General Session, ocorrida em julho, em Barcelona (Espanha).

Sybele, que conta com Bolsa de Doutorado da FAPESP, ficou entre os cinco primeiros colocados pelo trabalho intitulado New [bacterial cellulose-collagen]-hydroxyapatite nanocomposite with growth factors for bone regeneration.

Ela recebeu um prêmio em dinheiro concedido pela empresa alemã Heraeus pelo pôster apresentado, que consiste no desenvolvimento de um novo biomaterial para regeneração óssea.

O congresso é um dos mais importantes da área odontológica. Os outros ganhadores foram Jonathan Y. Na, da Universidade de Washington, (Estados Unidos), Yu Furuya, da Universidade de Osaka (Japão), Mohammed Hadis, da Universidade de Birmingham (Reino Unido), e Philipp Kohorst, da Escola Médica de Hannover (Alemanha).

De acordo com Reinaldo Marchetto, professor do Instituto de Química da Unesp, campus de Araraquara, e coordenador do estudo, a pesquisa do biomaterial traz importantes avanços em relação aos existentes atualmente no mercado.
“Além de ser nanometricamente estruturado, a sua composição similar à estrutura óssea e a inédita presença de peptídeos moduladores dos fatores de crescimento ósseo trazem uma nova perspectiva para o processo de regeneração de tecido ósseo”, disse Marchetto à Agência FAPESP .

O biomaterial é constituído de alguns elementos constitutivos dos ossos, como colágeno (proteína) e hidroxiapatita (agente inorgânico) deficiente em cálcio, além da membrana de celulose bacteriana.

“O biomaterial é um osteoindutor, ou seja, estimula a regeneração óssea, possibilitando maior migração das células para formação do tecido ósseo”, disse Marchetto.

O estudo de Sybele integra o projeto “Nanocompósitos à base de celulose bacteriana para aplicação na regeneração de tecido ósseo”, coordenado por Marchetto e apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Sintetizada por bactérias do gênero Gluconacetobacter, a celulose serviu como matriz para gerar o biomaterial com estrutura nanométrica (bilionésimo de metro), já que as bactérias sintetizam as fibras de celulose em uma trama de fios dessa dimensão.
O processo começa com a produção da celulose bacteriana. “Essas bactérias possuem poros por onde são expelidos os fios de celulose durante o seu crescimento, aparentemente como um subproduto metabólico e sem utilidade para elas”, apontou Marchetto.