Um dos desafios de profissionais envolvidos com a recuperação de pacientes com queimaduras é abreviar o tempo de internação para evitar complicações infecciosas. O uso de biocurativos, produzidos a partir de celulose bacteriana – que possibilita a regeneração mais rápida da pele –, é uma das alternativas promissoras.
Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, em parceria com a empresa Apis Flora, de Ribeirão Preto, desenvolveram um biocurativo cicatrizante e antimicrobiano à base de celulose bacteriana e extrato de própolis.
O produto foi testado in vitro com ótimos resultados. “O objetivo do biocurativo, feito em forma de película, é atenuar o tempo de tratamento e a dor de pacientes que sofreram queimaduras de primeiro e de segundo graus ou que possuam feridas crônicas”, disse Hernane Barud, coordenador da pesquisa, à Agência FAPESP.
Os resultados obtidos até agora mostram alto grau de eficiência do produto, principalmente na prevenção do crescimento microbiano e na liberação sustentada de própolis.
A pesquisa “Desenvolvimento e avaliação de biocurativos obtidos a partir de celulose bacteriana e extrato padronizado de própolis (EPP-AF) para tratamento de queimaduras e lesões de pele” contou com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).
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domingo, 26 de dezembro de 2010
Cicatrizante e antimicrobiano: Pesquisa desenvolve curativo à base de celulose bacteriana e própolis que possibilita regeneração mais rápida da pele em casos de queimaduras e inibe o crescimento de microrganismos
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domingo, 21 de novembro de 2010
Lentes de contato colorida pode prejudicar a visão
As mulheres estão sempre em busca de novidades para o visual. As lentes de contato coloridas são muitas vezes um recurso para realçar a estética do olhar. Porém o oftalmologista e diretor da Clínica Canto, Marco Canto ressalta que as lentes coloridas devem ser usadas com cautela. “Assim como a maquiagem, as lentes podem ser usadas eventualmente, caso ao contrário, pode tocar a córnea e causar uma erosão, tornando-se porta de entrada de bactérias. Por ser invasiva, a lente de contato colorida precisa de indicação e acompanhamento médico”, enfatiza.
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| O uso incorreto das lentes causa desde intolerância até perfuração na córnea |
As lentes de contato coloridas, assim com as de grau, devem sempre ser receitados pelo oftalmologista. “Elas são próteses oculares e necessitam ser adaptadas nos olhos. O pigmento que colore a lente pode causar lesões na córnea, por isso, é necessário ter um cuidado maior em seu uso”, destaca o médico.
A Dra. Ana Paula Canto, oftalmologista da Clínica Canto, ressalta que é necessário ficar atento à higienização e às trocas das lentes. “Quando não se faz a higienização ou as trocas adequadamente das lentes pode ocorrer intolerância, sensação de olho seco, alergias, ceratite, conjuntivite, acúmulo de líquido na córnea, úlcera corneana e infecção nos olhos. E em casos mais graves, causa perfuração,sendo necessário um transplante de córnea”, alerta a médica.
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domingo, 22 de agosto de 2010
Biomaterial para regeneração óssea: Bolsista da FAPESP ganha prêmio na Espanha por desenvolvimento de material reabsorvível que promove a regeneração óssea
A doutoranda Sybele Saska, do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, foi premiada durante a 88th International Association for Dental Research General Session, ocorrida em julho, em Barcelona (Espanha).
Sybele, que conta com Bolsa de Doutorado da FAPESP, ficou entre os cinco primeiros colocados pelo trabalho intitulado New [bacterial cellulose-collagen]-hydroxyapatite nanocomposite with growth factors for bone regeneration.
Ela recebeu um prêmio em dinheiro concedido pela empresa alemã Heraeus pelo pôster apresentado, que consiste no desenvolvimento de um novo biomaterial para regeneração óssea.
O congresso é um dos mais importantes da área odontológica. Os outros ganhadores foram Jonathan Y. Na, da Universidade de Washington, (Estados Unidos), Yu Furuya, da Universidade de Osaka (Japão), Mohammed Hadis, da Universidade de Birmingham (Reino Unido), e Philipp Kohorst, da Escola Médica de Hannover (Alemanha).
De acordo com Reinaldo Marchetto, professor do Instituto de Química da Unesp, campus de Araraquara, e coordenador do estudo, a pesquisa do biomaterial traz importantes avanços em relação aos existentes atualmente no mercado.
“Além de ser nanometricamente estruturado, a sua composição similar à estrutura óssea e a inédita presença de peptídeos moduladores dos fatores de crescimento ósseo trazem uma nova perspectiva para o processo de regeneração de tecido ósseo”, disse Marchetto à Agência FAPESP .
O biomaterial é constituído de alguns elementos constitutivos dos ossos, como colágeno (proteína) e hidroxiapatita (agente inorgânico) deficiente em cálcio, além da membrana de celulose bacteriana.
“O biomaterial é um osteoindutor, ou seja, estimula a regeneração óssea, possibilitando maior migração das células para formação do tecido ósseo”, disse Marchetto.
Sintetizada por bactérias do gênero Gluconacetobacter, a celulose serviu como matriz para gerar o biomaterial com estrutura nanométrica (bilionésimo de metro), já que as bactérias sintetizam as fibras de celulose em uma trama de fios dessa dimensão.
O processo começa com a produção da celulose bacteriana. “Essas bactérias possuem poros por onde são expelidos os fios de celulose durante o seu crescimento, aparentemente como um subproduto metabólico e sem utilidade para elas”, apontou Marchetto.
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