Já em prática no Brasil, o Cross Linking é a opção para diminuir o transplante de córnea
Dados de 2009 apontam que cerca de 70% dos pacientes que estavam na fila por um transplante de córnea sofrem de ceratocone, doença que torna a córnea “bicuda” e, assim, degenera a visão. Porém, um tipo de tratamento, já implantado no Brasil, está contibuindo para diminuir este número: o Cross Linking.
Segundo o Dr. Pedro Piccoli, diretor do Hospital Barigui de Oftalmologia, o Cross Linking é um tratamento cirúrgico que visa estabilizar o ceratocone e está indicado principalmente para os casos mais brandos e iniciais da doença, quando esta mostra sinais objetivos de evolução. Antes desta técnica, o transplante de córnea e a implantação dos anéis intracorneanos (segmentos de anéis de acrílico transparente que são implantados na própria estrutura da córnea para dar maior solidez e estabilidade) eram as soluções mais recorrentes.
O Cross Linking é um procedimento terapêutico bem menos agressivo do que os demais. O transplante de córnea, por exemplo, traz diversos riscos, como alto astigmatismo, anisometropia, rejeição, infecção, glaucoma e catarata. Além de ser menos invasiva, a nova terapia consegue controlar a progressão do ceratocone pós-cirurgia.

