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segunda-feira, 14 de março de 2011

Esperança para o tratamento de ceratocone

Já em prática no Brasil, o Cross Linking é a opção para diminuir o transplante de córnea

Dados de 2009 apontam que cerca de 70% dos pacientes que estavam na fila por um transplante de córnea sofrem de ceratocone, doença que torna a córnea “bicuda” e, assim, degenera a visão. Porém, um tipo de tratamento, já implantado no Brasil, está contibuindo para diminuir este número: o Cross Linking.

Segundo o Dr. Pedro Piccoli, diretor do Hospital Barigui de Oftalmologia, o Cross Linking é um tratamento cirúrgico que visa estabilizar o ceratocone e está indicado principalmente para os casos mais brandos e iniciais da doença, quando esta mostra sinais objetivos de evolução. Antes desta técnica, o transplante de córnea e a implantação dos anéis intracorneanos (segmentos de anéis de acrílico transparente que são implantados na própria estrutura da córnea para dar maior solidez e estabilidade) eram as soluções mais recorrentes.

O Cross Linking é um procedimento terapêutico bem menos agressivo do que os demais. O transplante de córnea, por exemplo, traz diversos riscos, como alto astigmatismo, anisometropia, rejeição, infecção, glaucoma e catarata. Além de ser menos invasiva, a nova terapia consegue controlar a progressão do ceratocone pós-cirurgia.

domingo, 13 de março de 2011

Câncer de pâncreas de paciente é eliminado graças a um camundongo

Paciente com câncer maligno de pâncreas é salvo graças a uma técnica que envolveu o transplante do tumor para camundongos. O que parece curioso começou em 2006, quando o norte-americano Mark Gregoire recebeu o prognóstico de uma sobrevida de poucas semanas. Três de seus sete irmãos morreram em consequência do mesmo tipo de câncer de pâncreas, que mata 95% dos pacientes.

Mas Gregoire teve um resultado mais feliz depois de quatro anos. Ele não apresenta mais sinais do tumor em seu corpo, apesar de os médicos ainda advertirem que é cedo para dizer que ele foi totalmente curado.
A quimioterapia, junto com o novo
tratamento, ajudou o paciente
a ser salvo do câncer

Em Madri, Espanha, especialistas desenvolveram células do tumor que acometia Gregoire em camundongos de laboratório, para que pudessem testar simultaneamente a reação do tumor a dezenas de possibilidades de remédios sem expor o paciente aos possíveis efeitos colaterais.

Pelo resultado foi descoberto que o paciente podia ser tratado com mitomicina-C, uma droga que inibe a divisão das células tumorais. O paciente vinha recebendo doses de quimioterapia padrão para câncer de pâncreas, sem resultados, mas se recuperou rapidamente com o novo tratamento.

“Todos os tumores têm um ponto vulnerável, mas a dificuldade é identificar isso, por conta da diversidade genômica dos tumores”, explicou à BBC Brasil o coordenador do estudo, Manuel Hidalgo. Os especialistas explicam ainda que as variações possíveis de tratamentos para cada pessoa são muitas e reforçam: “é necessário personalizar o tratamento”.