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domingo, 13 de março de 2011

Cientistas criam método inédito de diagnóstico intracraniano: Técnica visa popularizar diagnóstico de doenças ligadas à pressão intracraniana e reduz riscos do procedimento

Uma equipe multidisciplinar de cientistas da USP desenvolveu um método capaz de diminuir os riscos de morte e os custos de internação de pacientes que necessitem de monitoramento constante da pressão intracraniana (PIC), devido a doenças como epilepsia, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumatismos, tumores cerebrais e hidrocefalia, entre outras.

O método desenvolvido consiste em acoplar um pequeno sensor ao osso da caixa craniana, através de uma pequena incisão na pele, ao invés de perfurar o crânio do paciente para realizar o monitoramento, como acontece atualmente. “Os métodos atuais colocam o sensor dentro do tecido cerebral, o que pode causar danos no tecido e também infecções, uma vez que abre um canal direto de comunicação do sistema nervoso central com o meio externo”, explica Gustavo Henrique Frigieri Vilela, farmacêutico-bioquímico que compõem a equipe.

Imagem do aparelho de diagnóstico de pressão
intracraniana com monitor acoplado
Com isso, a técnica desenvolvida pela equipe da USP apresenta-se como um método de diagnóstico minimamente invasivo, ou seja, traz menos riscos de traumas e infecções aos pacientes, e muito mais barato, em comparação aos métodos tradicionais. O equipamento desenvolvido pelo USP está estimado em R$ 6.000,00, valor do monitor, mais R$ 400,00 por cada sensor. Já o equipamento tradicional mais utilizado nos hospitais custa R$50.000 o monitor, e R$1.500 cada sensor.

Diagnóstico precoce para Alzheimer é descoberto por cientistas

Boa notícia aos familiares dos portadores de Alzheimer. Cientistas britânicos disseram ter descoberto uma forma para verificar se um paciente terá a doença anos antes dos primeiros sintomas se manifestarem.

O resultado é apresentado em exame de punção lombar combinado a uma ressonância magnética do cérebro, exames esses que poderiam identificar pacientes com os primeiros sinais de demência, segundo os pesquisadores.

Mais de 20 milhões de pessoas são portadoras
do Alzheimer em todo mundo
“O diagnóstico precoce é fundamental para uma terapêutica bem-sucedida, portanto esses testes irão contribuir de forma significativa para o tratamento destes pacientes”, destaca o tutor do Portal Educação, enfermeiro Alisson Daniel. 

A doença ataca normalmente as pessoas com maior idade e atualmente não tem cura e inexiste exame para a detecção do Alzheimer. Mais de 20 milhões de pessoas são portadoras da doença em todo mundo. 

O estudo sobre o resultado positivo da pulsão foi testado por pesquisadores do Instituto de Neurologia da University College London. Cerca de 105 voluntários saudáveis foram submetidos aos exames de punção lombar e ressonância do cérebro.

Segundo cientistas, os cérebros dos indivíduos com baixos níveis de amiloide no líquido cérebro-espinhal (38%) encolhiam duas vezes mais rápido que os cérebros dos demais. Dos quais, tinham cinco vezes mais chances de possuírem o gene de risco APOE4 e de terem níveis altos de outra proteína, chamada tau, que costuma ser associada ao Alzheimer.