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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Plástica depois dos 60

Idosos se submetem a procedimentos estéticos 

para refletir o seu espírito jovem na aparência externa.

No dia 1º de outubro será comemorado o Dia Internacional da Terceira Idade. Os avanços da medicina, a melhora das condições para viver nas cidades e a preocupação com qualidade de vida são alguns dos fatores que contribuíram para o aumento da expectativa de vida e do número de idosos. No Brasil, as pessoas com 60 anos ou mais representavam 4,7% da população (3,3 milhões) na década de 60. Em 2010, o percentual subiu para 10,8% (20,5 milhões). Os dados são dos censos demográficos de 1960 e de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para aproveitar a melhor idade, muitos senhores e senhoras estão aderindo aos recursos da cirurgia plástica para se sentirem com ‘tudo em cima’. Mais ativos do que nunca – esportes, programas voluntários e trabalho são algumas das atividades que os mantêm ocupados -, os idosos de hoje também se preocupam mais com a sua aparência física. “Eles são mais saudáveis, tem melhores condições financeiras e são mais independentes do que antigamente. A vida social intensa os estimula a cuidar da saúde e do corpo”, observa o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Depressão: saúde mental do idoso não pode ser negligenciada

A depressão, bem como o aparecimento de outras doenças mentais, é muito comum entre os idosos. E o tratamento destas condições geralmente está atrelado à importância que o médico que atende o idoso dá aos cuidados com a saúde mental. Neste sentido, um estudo americano - Two-Minute Mental Health Care for Elderly Patients: Inside Primary Care Visits – sobre o tema, publicado no The Journal of the American Geriatrics Society, sugere que os médicos dedicam muito pouco tempo para falar sobre essas doenças com os pacientes idosos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pesquisa sugere que idosos não recebem medicamentos adequados

Quando chegam à unidade de saúde, os idosos estão sempre em busca de um medicamento. A maioria relata o problema sem o mínimo de conhecimento sobre a doença, são os chamados “apaixonados e viciados” por remédios. Eles se automedicam, porém o pior é a falta de preparo dos profissionais da saúde que atendem essa faixa etária.

46,2% dos entrevistados informaram
ter reações adversas aos medicamento
Segundo uma pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, liderada pelo farmacêutico André de Oliveira Baldon, a cada 100 idosos que tomam remédios regularmente, 44 seguem receitas com medicamentos considerados inadequados.

Na explicação está a falta de conhecimento do médico ou farmacêutico e a lista restrita de opções de medicamentos são as principais causas do problema. Foram ouvidos mil idosos atendidos no Sistema Único de Saúde, e analisadas receitas médicas entre novembro de 2008 a maio de 2009 na cidade de Ribeirão Preto.

Um dos pontos observados na pesquisa é que o médico que prescreve a receita observa somente a lista de remédios disponíveis no SUS e não avalia se o idoso pode ou não ingerir aquele produto.

domingo, 13 de março de 2011

SUS não está pronto para atender o boom da população idosa: Sistema Único de Saúde deve reformular políticas de planejamento para atender grupo que triplicará em 40 anos

Estimativas apontam que, em 40 anos, o número de idosos vai triplicar, alcançando quase 30% da população brasileira, o que significa uma maior demanda por recursos de saúde e medicamentos. No entanto, para se assegurar o atendimento de saúde deste grupo em expansão será necessário um aprimoramento nos serviços e uma alteração nas políticas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). É o que aponta o farmacêutico André de Oliveira Baldoni, pesquisador responsável por um estudo que analisou a realidade de 1000 idosos atendidos pelo SUS, de novembro de 2008 a maio de 2009, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

“Se hoje já temos enormes filas de espera e muitas vezes o mau atendimento, a perspectiva para o setor de saúde nas próximas décadas, caso não haja um planejamento imediato, para atender a demanda crescente, só tende a piorar”, diagnostica o farmacêutico, que apresentou sua pesquisa junto à Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. Segundo dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem no Brasil 21 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

SUS terá que investir em prevenção para lidar
com o boom da população idosa
De acordo com Baldoni os principais fatores responsáveis pelas deficiências do SUS são a falta de padronização de medicamentos que sejam seguros e com indicação específica para os pacientes idosos, a falta de investimento e priorização da atenção primária e a carência de políticas preventivas de doenças e de profissionais que atuem na prevenção das complicações em saúde, tais como educadores físicos e nutricionistas. Segundo o pesquisador, o investimento nessas áreas poderia reduzir as complicações com o tratamento das morbidades típicas da população idosa, e com isso diminuiria gastos do sistema público de saúde. “O envelhecimento populacional deve ser enfrentado com uma conquista e não como um problema social.”