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segunda-feira, 14 de março de 2011

Pesquisa sugere que idosos não recebem medicamentos adequados

Quando chegam à unidade de saúde, os idosos estão sempre em busca de um medicamento. A maioria relata o problema sem o mínimo de conhecimento sobre a doença, são os chamados “apaixonados e viciados” por remédios. Eles se automedicam, porém o pior é a falta de preparo dos profissionais da saúde que atendem essa faixa etária.

46,2% dos entrevistados informaram
ter reações adversas aos medicamento
Segundo uma pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, liderada pelo farmacêutico André de Oliveira Baldon, a cada 100 idosos que tomam remédios regularmente, 44 seguem receitas com medicamentos considerados inadequados.

Na explicação está a falta de conhecimento do médico ou farmacêutico e a lista restrita de opções de medicamentos são as principais causas do problema. Foram ouvidos mil idosos atendidos no Sistema Único de Saúde, e analisadas receitas médicas entre novembro de 2008 a maio de 2009 na cidade de Ribeirão Preto.

Um dos pontos observados na pesquisa é que o médico que prescreve a receita observa somente a lista de remédios disponíveis no SUS e não avalia se o idoso pode ou não ingerir aquele produto.

Alguns medicamentos para emagrecer podem desencadear Hipertensão Arterial Pulmonar

Uso prolongado de inibidores de apetite pode provocar este problema que costuma atingir mulheres entre 20 e 40 anos
Num país com mais de oito mil quilômetros de praias, como o Brasil, o número de pessoas que fazem regime e usam medicamentos para emagrecer é elevado. Mesmo com orientação médica, inibidores de apetite podem causar um problema difícil de ser previsto, graças aos efeitos de sua ação sobre o coração e pulmões: a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP). Estas relações começaram a ser notadas já nos anos 1960, quando uma epidemia da doença ocorreu na Europa, logo após a liberação do uso destes medicamentos no continente.

“Alguns mecanismos de ação dos remédios para emagrecer, como os efeitos de contração das veias e artérias do coração contribuem para um remodelamento dos vasos pulmonares, o que pode propiciar o desenvolvimento da HAP”, explica a cardiologista pediátrica Cyanna Ravetti. “Estes medicamentos atuam sobre neurotransmissores como a serotonina e dopamina que dentre outros efeitos físicos podem ocasionar um efeito que chamamos de vasoconstrição”, detalha.

domingo, 13 de março de 2011

Autistas podem ter uma esperança de cura com medicamento que conserta neurônio

Um cientista brasileiro deu esperança aos mais de 190 milhões de pessoas autistas do país. Alysson Muotri descobriu em laboratório, diferenças entre neurônios autistas e normais e, assim, conseguiu “consertar” aqueles com problema. O próximo passo é desenvolver um medicamento para tratar os neurônios humanos.

A pesquisa começou com uma análise da pele de crianças autistas e normais. Nas análises, as células da pele foram transformadas em células-tronco embrionárias humanas, que podem dar origem a neurônios.

A fita feita de peças de quebra-cabeça,
representando o mistérioe a complexidade dessa patologia,
é um símbolo mundial da conscientização em relação ao autismo.
De acordo com os resultados, era menor o tamanho do núcleo de neurônios nos autistas, assim como o número de sinapses, estrutura que permite a comunicação entre um neurônio e outro, eram reduzidas.

Neurônios com problemas foram tratados com duas drogas e, segundo o grupo de estudiosos, a sinapse aumentou e os pacientes passaram a se comportar como os normais. “Esse foi o momento mais impressionante e de muita emoção do nosso trabalho, porque nos mostra que essa característica autista - crianças com dificuldade para se comunicar, interagir e com comportamento repetitivo - não é permanente. Ela pode ser revertida”, afirma Muotri.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Prontuário eletrônico visa diminuir mortes por erros médicos: Ferramenta digital pretende reduzir erros médicos e auxiliar na detecção de problemas com medicamentos

Já está disponível na internet um prontuário eletrônico capaz de verificar as interações entre medicamentos no ato da prescrição e, com isso, evitar reações adversas nos pacientes. Este único sistema disponível em português no Brasil pode ser acessado no Portal Saúde Direta, desenvolvido no Centro de Incubação de Empresas Tecnológicas (Cietec) da USP. “O prontuário eletrônico surge como uma ferramenta que evita erros médicos, causados pelas interações entre os medicamentos, além de aumentar o tempo destinado à conversa entre o médico e o paciente, e ao correto diagnóstico”, descreve o médico dermatologista e mestre em engenharia biomédica Paulo Celso Budri Freire, responsável pela criação do portal.

De acordo com o médico, “a chance de interação entre medicamentos em um paciente que toma três remédios por dia é de 15%, enquanto em outro que toma seis, sobe para 80% de chance. Com oito remédios, a interação é certa, 100%”. Segundo ele, existem 155 mil interações possíveis, podendo ser leve, moderada ou grave. A leve e moderada, podem causar problemas renais, hepáticos e intoxicação. Já a interação grave necessita internação e pode resultar em morte.


O prontuário eletrônico evitará erros médicos
e auxiliará na detecção de epidemia

Estimativas da Fundação Oswaldo Cruz apontam que cerca de 40% dos pacientes não entendem as prescrições médicas, enquanto cerca de 60% das prescrições contém erros que se referem à dosagem, tempo de uso, nomes de remédios ou má grafia. Segundo a Fundação, os erros médicos relacionados às prescrições representam 24 mil mortes por ano no Brasil, isto sem levar em consideração a auto-medicação e o uso de fitoterápicos no País.

sábado, 28 de agosto de 2010

Nanotransporte de medicamentos: Partículas lipídicas nanométricas desenvolvidas em pesquisas na USP levam medicamentos a órgãos e tecidos afetados e encontram aplicações em quimioterapia, transplante de órgãos e no tratamento de ateroscleros

Uma nanopartícula desenvolvida pelo grupo do professor Raul Cavalcante Maranhão, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCM-USP), é capaz de levar medicamentos especificamente a células cancerosas ou a tecidos de órgãos transplantados. Recentemente, a equipe verificou que a técnica também é eficiente contra a aterosclerose.
“Trata-se de um avanço muito importante, pois é a primeira vez que se trata o efeito base da aterosclerose. Até agora, a doença era tratada com remédios para hipertensão – para a desobstrução de vasos –, que atingem os efeitos mas não a doença”, disse Maranhão à Agência FAPESP. O pesquisador apresentará os resultados da pesquisa no sábado (28/8), na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Águas de Lindoia (SP).

A pesquisa para criar a partícula nanométrica começou a tomar corpo em 1995, quando Maranhão iniciou o Projeto Temático “LDL artificial: um novo método para o tratamento do câncer”, apoiado pela FAPESP.

O objetivo era criar uma versão artificial da LDL (lipoproteína de baixa densidade, em inglês), partícula que concentra mais de 70% do colesterol presente no sangue humano. O resultado foi a LDE, uma LDL artificial composta de um envoltório de fosfolípedes e um núcleo de colesterol.
Na circulação, a LDE recebe partes proteicas das liproproteínas naturais ao se chocar com elas. Uma dessas partes é a Apo E, que passa a fazer parte da LDE. “Com ela, a LDE começou a se ligar ao receptor com muito mais força do que a própria LDL, porque a Apo E tem muito mais afinidade com o receptor”, explicou Maranhão.