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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Como os hormônios da gestação afetam a visão da mulher?

Agravamento dos vícios de refração, dificuldades para usar lentes de contato, olhos secos, inflamações oculares... Todas estas queixas são comuns durante a gestação. “É que durante a gravidez, a córnea da mulher pode inchar, alterando a visão. A córnea é a parte clara e em forma de cúpula na parte frontal do olho. Sua função é refratar as imagens para o fundo do olho, onde são transmitidas ao cérebro. Se a córnea apresentasse disforme, isso afeta o modo como as imagens são focadas na parte de trás do olho, causando problemas de visão, a curto ou longo prazo”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O drama da novela é real? Mulheres com endometriose podem conceber?

Recentemente, o brasileiro tomou conhecimento “do drama” da personagem Carol Miranda, personagem de Camila Pitanga, na novela Insensato Coração, da Rede Globo, que assim que conhece seu “príncipe encantado”, o personagem André Gurgel, vivido por Lázaro Ramos, informou ao pretendente que não poderia ser mãe, pois sofre de endometriose. Mas, para alegria de todos os telespectadores, o que parecia ser “a sina da personagem”... Não será mais. Nos próximos capítulos, Carol descobre que está grávida e decide ter o bebê.

Prof. Dr. Joji Ueno
A questão retratada na novela pode esclarecer as dúvidas de muitas mulheres. Afinal, uma mulher com endometriose pode engravidar? “Pode. A relação entre a endometriose e a infertilidade feminina pode manifestar-se em alguns casos. Pacientes em estágio avançado da doença e com obstrução na tuba uterina que impeça o óvulo de chegar ao espermatozóide têm um fator anatômico que justifica a infertilidade. Além disso, algumas questões hormonais e imunológicas podem ser a causa para algumas mulheres com quadros mais leves de endometriose não conseguirem engravidar. Após o tratamento, geralmente após a realização da laparoscopia, uma boa parcela das mulheres consegue engravidar, principalmente pacientes em que as tubas não tiverem sofrido obstrução. É por isso que no final da laparoscopia, costuma-se injetar contraste pelo canal do colo uterino para ver se ele sai pelas tubas. A caracterização dessa permeabilidade tubária é um ponto a favor de uma gravidez que depende, entretanto, de outros fatores como a função ovariana ou a não formação de aderências, depois da cirurgia”, explica o Prof. Dr. Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.