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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sintoma de demência pode reduzir em 17% com uso de analgésico

Metade tomou analgésico e o restante manteve o tratamento convencional

Anualmente, no Reino Unido, cerca de 150 mil pacientes com demência, que sofrem de agitação e agressividade, são tratados com antipsicóticos. Mas esse medicamento poderá ser trocado em breve, já que segundo pesquisa os analgésicos mostraram melhoras nos sintomas.

Os antipsicóticos têm função sedativa e pioram os sinais de demência, além de aumentar os riscos de derrames e morte. Por isso, a pesquisa com analgésicos (remédios para combater a dor) é uma nova e grande alternativa para ajudar os tratamentos dos pacientes

Em experimento, 352 pacientes com demência grave ou moderada, moradores da Noruega, foram analisados. O grupo foi dividido e metade tomou analgésicos junto com as refeições e os outros continuaram a seguir o tratamento convencional.

Rir age como analgésico natural

Só dar uma risada contida não resolve, é preciso uma boa gargalhada para ter o efeito

Você gosta de dar boas risadas? Se não, procure praticar rotineiramente. De acordo com estudos, dar uma boa gargalhada libera substâncias químicas que agem como analgésico natural, reduzindo a dor, indica uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

Pesquisadores testaram em voluntários colocando uma sacola de gelo sobre o braço para medir quanto tempo eles aguentavam. Divididos em grupos, uma parcela assistiu a um vídeo de comédia de 15 minutos, e o outro assistiu a uma filmagem que os pesquisadores consideraram entediantes, como programas de golfinhos.

Após isso, foram submetidos a dor novamente, os que tinham dado gargalhadas foram capazes de suportar até 10% mais dor que antes de rir, indicou a pesquisa. Já os que assistiram a programas entediantes foram menos capazes de suportar dor que antes de assistir ao filme.

Segundo os pesquisadores, a risada libera endorfina, uma substância química que não apenas gera certa euforia, como atua como analgésico. Por exemplo, quando alguém diz que riu até doer.

Entretanto, só dar uma risada contida não resolve, é preciso uma boa gargalhada para ter o efeito. E não são todos os filmes que despertam essas risadas, casos de monólogos de comediantes, no estilo stand-up comedy, não apresentaram e nem elevaram a tolerância dos voluntários à dor.

Mas como tudo em excesso pode ser prejudicial, os pesquisadores precisarão medir diretamente o nível de endorfina nos voluntários. Para o tutor do Portal Educação, farmacêutico, Ronaldo de Jesus Costa, a busca por analgésicos mais eficientes é uma constante na indústria farmacêutica. “O interessante do estudo é associar situações agradáveis com a liberação dessas substâncias, mostrando que situações agradáveis mais diversas influenciam em boas respostas do organismo, evidenciando a importância de uma boa qualidade de vida para manutenção da saúde”, explica Costa.