segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Uso de analgésicos pela gestante pode interferir na fertilidade dos filhos homens

Novas evidências científicas sugerem que o uso de analgésicos leves - tais como a aspirina, o paracetamol e o ibuprofeno - pode ser a causa para o aumento de distúrbios reprodutivos do sexo masculino, nas últimas décadas.
Novas evidências científicas sugerem que o uso de analgésicos leves - tais como a aspirina, o paracetamol e o ibuprofeno - pode ser a causa para o aumento de distúrbios reprodutivos do sexo masculino, nas últimas décadas.

Uma pesquisa - Intrauterine exposure to mild analgesics is a risk factor for development of male reproductive disorders in human and rat, by David M. Kristensen - publicada na revista Human Reproduction revela que mulheres que tomaram uma combinação de mais de um analgésico durante a gravidez, ou que tomaram o medicamento, durante o segundo trimestre de gestação, tiveram um risco maior de dar à luz a filhos com testículos que não desceram, doença que conhecemos como criptorquidismo, uma condição que é conhecida por ser um fator de risco para a baixa qualidade seminal e para o câncer de células germinativas testiculares na vida adulta.

Para realizar o estudo, pesquisadores da Dinamarca, Finlândia e França acompanharam dois grupos de mulheres na Dinamarca e na Finlândia. Ao nascer, os meninos foram examinados em busca de todos os sinais de criptorquidia, que vão desde uma forma leve da doença, na qual o testículo está localizado no alto do escroto, a uma forma mais grave, em que o testículo é tão alto no abdômen, que não é palpável. A prevalência de criptorquidia foi menor na Finlândia (2,4%) em comparação com a Dinamarca (9,3%).

Prontuário eletrônico visa diminuir mortes por erros médicos: Ferramenta digital pretende reduzir erros médicos e auxiliar na detecção de problemas com medicamentos

Já está disponível na internet um prontuário eletrônico capaz de verificar as interações entre medicamentos no ato da prescrição e, com isso, evitar reações adversas nos pacientes. Este único sistema disponível em português no Brasil pode ser acessado no Portal Saúde Direta, desenvolvido no Centro de Incubação de Empresas Tecnológicas (Cietec) da USP. “O prontuário eletrônico surge como uma ferramenta que evita erros médicos, causados pelas interações entre os medicamentos, além de aumentar o tempo destinado à conversa entre o médico e o paciente, e ao correto diagnóstico”, descreve o médico dermatologista e mestre em engenharia biomédica Paulo Celso Budri Freire, responsável pela criação do portal.

De acordo com o médico, “a chance de interação entre medicamentos em um paciente que toma três remédios por dia é de 15%, enquanto em outro que toma seis, sobe para 80% de chance. Com oito remédios, a interação é certa, 100%”. Segundo ele, existem 155 mil interações possíveis, podendo ser leve, moderada ou grave. A leve e moderada, podem causar problemas renais, hepáticos e intoxicação. Já a interação grave necessita internação e pode resultar em morte.


O prontuário eletrônico evitará erros médicos
e auxiliará na detecção de epidemia

Estimativas da Fundação Oswaldo Cruz apontam que cerca de 40% dos pacientes não entendem as prescrições médicas, enquanto cerca de 60% das prescrições contém erros que se referem à dosagem, tempo de uso, nomes de remédios ou má grafia. Segundo a Fundação, os erros médicos relacionados às prescrições representam 24 mil mortes por ano no Brasil, isto sem levar em consideração a auto-medicação e o uso de fitoterápicos no País.

Música ajuda no tratamento de pacientes com depressão

A doença que afeta milhares de indivíduos em todo mundo

A música alegra, apaixona, levanta a autoestima e ainda é capaz de auxiliar no tratamento da depressão. A doença que afeta milhares de indivíduos em todo mundo tem uma terapia complementar comprovada com a música, segundo estudo Sueco.

Os grupos testados com musicoterapia em comparação
ao grupo de controle, tiveram melhor resultado
“Ela causa bem-estar físico e mental nas pessoas e seus benefícios deveriam ser mais bem explorados no tratamento”, enfatizam os pesquisadores, liderados por Vera Brandes. Para chegar ao resultado, foram ouvidos três grupos. Homens e mulheres, de idades variadas, que integram tipos de musicoterapia, ouvindo estilo clássico e outra na qual as músicas não eram interrompidas, e o terceiro grupo era o de controle.

Os grupos testados com musicoterapia em comparação ao grupo de controle, tiveram resultado mais positivo. “Baseados nos possíveis efeitos neurofisiológicos e neuroquímicos, a musicoterapia, como observamos nesse estudo piloto, parece estar associada a uma maior redução de sintomas depressivos quando está associada a outras terapias tradicionais, e pode representar um potencial tratamento complementar para a condição”, concluem os autores.

Aposentadoria pode evitar sintomas de depressão

O resultado foi apontado em estudo francês

Prolongar os anos de trabalho parece não ser a maneira mais eficaz adotada por alguns governos. Isso porque um estudo comprova que a aposentadoria pode levar a uma redução substancial da fadiga física e mental, e de sintomas de depressão.

O estudo realizado acompanhou milhares
de homens e mulheres por 14 anos
O resultado foi indicado por estudo que avaliou dados de mais de 11 mil homens e quase 3 mil mulheres. Eles foram acompanhados por sete anos antes e sete anos após a aposentadoria. Os pesquisadores franceses notaram que um ano antes de parar de trabalhar, um quarto deles apresentavam sintomas depressivos, e 7% foram diagnosticados com doenças crônicas respiratórias, cardíacas, diabetes.

Para os estudiosos, a aposentadoria foi associada a uma grande redução na fadiga mental e física e a uma significativa redução na depressão. Entretanto, a aposentadoria não afetava as doenças crônicas, que, ao contrário, aumentavam com a idade.