Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Culto exagerado à dieta pode levar à doença


Controle exagerado com a dieta pode causar transtorno
Os que sofrem desse transtorno se tornam 'viciados' em comida natural, sem químicas ou agrotóxicos, e seguem uma dieta bastante rígida.

É difícil imaginar que uma pessoa que só coma alimentos saudáveis, sem restrições de quantidade, possa, na verdade, esconder uma disfunção alimentar. A ortorexia é distúrbio ainda pouco divulgado que sequer é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e nem consta nos manuais de psiquiatria. Os que sofrem desse transtorno se tornam “viciados” em comida natural, sem químicas ou agrotóxicos, e seguem uma dieta bastante rígida.

Como qualquer disfunção alimentar, a ortorexia pode causar severo prejuízo à saúde. Ao contrário da anorexia ou da bulimia, o paciente se sente à vontade para comer, mas fica obcecado pelas escolhas que leva à boca.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gestantes devem ficar atentas à hipertensão

A pré-eclampsia afeta 3% das gestantes

A hipertensão é um mal que atinge grande parte da população em geral. Quando o assunto é gestação, essa doença é considerada a principal causa de mortes de gestantes no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

O maior problema disso tudo é que a maioria das mulheres não se dá conta da gravidade dessa doença. A hipertensão atinge cerca de 7% das brasileiras grávidas e ela costuma aparecer após as 20 primeiras semanas e desaparece até seis semanas após o nascimento do bebê.

Falta de informações atrapalha tratamento da tuberculose: Demora na busca por assistência e no diagnóstico podem agravar a tuberculose para a variante multirresistente

Tuberculose não é mais transmitida 15 dias após o início dos tratamentos

Além de dificultar a adesão ao tratamento, a falta de acesso às informações sobre a tuberculose (TB) faz com que os infectados não procurem ajuda médica assim que apresentam os primeiros sintomas da doença. Outro problema é que profissionais da saúde não pensem a TB como possibilidade de diagnóstico, atrasando ainda mais o início do tratamento. Com isso, muitos enfermos acabam desenvolvendo a forma mais forte da doença, a tuberculose multirresistente (TBMR). A TBMR pode ser adquirida secundariamente, como uma evolução da TB, ou primariamente, com contágio direto com a bactéria na forma resistente. A duração do tratamento da TB, que fica em torno de seis meses, é de três a quatro vezes menor que a da TBMR, que varia de 18 a 24 meses. Isso prejudica o paciente e também o sistema de saúde, que paga um tratamento muito mais caro.

O estudo da enfermeira Kuitéria Ribeiro Ferreira, realizado na Escola de Enfermagem (EE) da USP, permitiu conhecer o perfil de pacientes portadores de TBMR inscritos em um Centro de Referência para a TB do Estado de São Paulo, no período de agosto de 2002 a dezembro de 2009. Nessa etapa do trabalho, foram analisados 188 pacientes com primeira notificação de TBMR. Não foram contabilizados pacientes que readquiriram a doença, no período estudado. “Os dados revelaram que a maioria encontrava-se na faixa etária economicamente produtiva, era do sexo masculino, tinha de quatro a sete anos de escolaridade e apresentava precária inserção no mercado de trabalho. Também era procedente do município de São Paulo, com histórico de tratamentos anteriores para a TB e apresentava alcoolismo e tabagismo”, diz a pesquisadora.

Em outra etapa, o estudo permitiu identificar, na trajetória percorrida por alguns portadores de TBMR desde a percepção dos primeiros sinais e sintomas da TB até a constatação da multirresistência, aspectos que podem estar associados à ocorrência da multirresistência. Foram feitas entrevistas com 19 pacientes, realizadas quando das consultas de acompanhamento no Centro de Referência. Em geral, as trajetórias percorridas pela maior parte dos pacientes revelam demora na busca da assistência médica no primeiro contágio da doença, principalmente pela não associação da enfermidade aos sintomas apresentados. “Há ainda demora na realização e obtenção do resultado de exames e no diagnóstico devido à dificuldade dos profissionais de saúde de integrar a doença no elenco de hipóteses diagnósticas”, afirma Kuitéria.

Outro fato importante é a carência de informações sobre a doença e sobre os serviços de saúde que oferecem assistência, tanto pelos profissionais quanto pelos pacientes. “Muitos começam a apresentar sintomas e não procuram atendimento. E, quando procuram, às vezes não recebem o diagnóstico e o tratamento corretos. Um paciente disse ter ficado dois anos procurando serviços de saúde até receber o diagnóstico de TB”, afirma. A TBMR apresentou-se em pessoas cuja situação evidencia condições precárias de vida, o que pode apoiar o entendimento de que se constitui como enfermidade que apresenta importante determinação social.

Os dados apontaram também que muitos pacientes pararam o tratamento para a TB anteriormente ao desenvolvimento da TBMR. “A maioria tinha história de dois ou três tratamentos anteriores à TBMR, mas teve um caso com dez tratamentos”. A não realização total do tratamento e a consequente ausência de cura faziam com que os sintomas reaparecessem. “Diferentemente de quando adquiriam a doença pela primeira vez, os pacientes retornavam rapidamente para buscar tratamento quando os sintomas reapareciam, pois já os associavam à doença”, explica. A pesquisadora enfatiza que a adesão ao tratamento representa papel central no controle da TB, principalmente na multirresistente.

Vínculo com a equipe
O estudo evidencia que, dentre aos vários aspectos que influem no tratamento está o vínculo estabelecido entre pacientes e profissionais das equipes de sáude. Quanto maior for a confiança e o vínculo entre os pacientes e os profissionais de saúde, menores são as chances de o paciente abandonar o procedimento. Kuitéria conta o caso de um paciente que confessou ter continuado o tratamento apenas porque a enfermeira insistia. “Ele falou que certa vez ela foi buscá-lo em casa para levá-lo até ao serviço de saúde, fazendo-o sentir-se querido e bem cuidado. É muito importante criar o vínculo entre equipe e paciente”.

Muitas pessoas não sabiam onde poderiam ter contraído a TB e, por não terem conhecimento da forma de transmissão da doença, acabam mudando hábitos, isolamento de utensílios talheres, pratos, copos e toalhas. “A doença ainda é estigmatizada e muitos relataram ter sofrido algum tipo de preconceito. É preciso divulgar informações sobre a doença para evitar essa situação e melhorar a adesão ao tratamento”, afirma. Kuitéria também conta que 15 dias após o início do tratamento a doença não é mais transmitida. Sendo assim, se o diagnóstico e o tratamento adequados forem aplicados rapidamente, pode-se evitar a propagação da doença.

Segundo a enfermeira, a TB na forma resistente trás muito sofrimento ao enfermo e à família. O estudo evidencia que a ocorrência da TBMR parece estar determinada não apenas por questões relacionadas ao paciente, mas também pelos processos de produção dos serviços de saúde. “É necessário buscar uma compreensão ampliada dos processos que determinam a ocorrência da TBMR e, para isso, é fundamental buscar entendê-la a partir da inserção social das pessoas que a contraem, com o intuito de conhecer suas necessidades e proporcionar a efetivação do cuidado em saúde, que não se limita à esfera clínica e biológica, mas se amplia para o entendimento de tais necessidades. São fundamentais as políticas públicas que proporcionem a universalidade no usufruto da dignidade da vida”, afirma.

Mais informações: kitty_riber@hotmail.com
Victor Francisco Ferreira
Agência USP

segunda-feira, 14 de março de 2011

Síndrome de Sjögren: doença auto-imune provoca impactos na qualidade de vida

A Síndrome de Sjögren (SS) é uma doença auto-imune crônica, em que o sistema imunológico do próprio paciente ataca as glândulas produtoras de lágrimas e saliva. O problema se dá porque os linfócitos infiltram-se nestas glândulas, provocando a diminuição da produção de saliva e lágrimas. “Assim, a característica principal da Síndrome de Sjögren é a secura nos olhos e na boca, mas ela também pode causar ressecamento de pele, nariz e vagina, além de afetar outros órgãos do corpo, inclusive os rins, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Fadiga e dor nas articulações, que podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida do paciente, também são sintomas freqüentes”, explica o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

Fatores ambientais, como infecções virais prévias (vírus Epstein-Barr, citomegalovírus, herpes vírus humano, vírus da hepatite C, dentre outros) ou bacterianas (Helicobacter pylori) já foram relacionados como potenciais desencadeadores da resposta imune ao tecido glandular, devido à freqüente concomitância em pacientes com SS.
Cerca de nove mulheres são acometidas para cada homem, por este motivo, disfunções hormonais parecem fazer parte da fisiopatologia no desenvolvimento da SS, principalmente as deficiências de andrógenos, estrógeno e de progesterona.

domingo, 13 de março de 2011

Psoríase: tratamento tópico com Vitamina D é uma das principais indicações para a doença, em sua forma leve e moderada com maior prevalência

Psoríase: tratamento tópico com Vitamina D é uma das principais indicações para a doença, em sua forma leve e moderada,com maior prevalência.

Cerca de 3 milhões de Brasileiros sofrem com a doença, mas estima-se que
apenas 5% esteja em tratamento

A psoríase é uma enfermidade crônica inflamatória, não contagiosa, que afeta a pele, mucosas e unhas e atinge cerca 190 milhões de pessoas no mundo (3% da população) e 3 milhões, somente no Brasil. Estima-se que somente 5% dos pacientes estejam em tratamento. Atualmente, uma parte substancial das pesquisas sobre tratamentos para a psoríase está ligada ao uso tópico da vitamina D, em sua forma análoga (sintética), que atua nos receptores presentes na pele, inibindo e normalizando a proliferação das células.


“Embora a psoríase tenha causa ainda não conhecida, sabe-se que a descamação ocorre porque as células da pele se reproduzem com rapidez excessiva”, explica Dra. Leticia Secco, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do setor de dermatologia do Hospital do Servidor Público Estadual. “Normalmente, a pele leva de 21 a 28 dias para ser substituída, mas nas pessoas com psoríase, as células se reproduzem de maneira muito rápida, entre 2 e 6 dias, o que explica o aspecto descamado da pele”, completa.

Segundo a especialista, evidências indicam que o sucesso no uso de análogos da vitamina D para o tratamento da psoríase também se deve às suas propriedades imunológicas. “É muito importante evitar a automedicação e o uso indiscriminado de produtos com corticóide, que somente mascaram o problema e podem ocasionar um efeito rebote, piorando ainda mais os sintomas”, alerta.

Técnica vai ajudar pacientes de câncer de cólon a não perder fígado

Pacientes com diagnóstico de câncer de cólon têm mais um benefício com a medicina. É que pesquisadores espanhóis criaram uma técnica de tratamento genético. O objetivo é que o fígado, o órgão mais afetado para esse caso de câncer, fique imune à doença.

O projeto dos pesquisadores é uma combinação de imunoterapia e quimioterapia para ajudar a proteger o fígado desses pacientes. Testes já foram realizados com animais. De acordo com Jesús Prieto e Rubén Hernández, responsáveis pelo estudo “os resultados obtidos em modelos animais confirmam que é uma modalidade terapêutica promissora, que poderia ser eficaz em pacientes com tumores de cólon com metástase de fígado”.

Todos os pacientes de câncer de cólon têm grande probabilidade que a doença atinja o fígado, e segundo os pesquisadores, mais da metade dos pacientes apresenta metástases hepáticas, o que limita suas opções de cura.

Rota alternativa: Experimento feito por cientistas da USP, com uso de modelos genéticos, indica que doença de Parkinson não tem origem apenas no cérebro, mas também em órgãos periféricos

Um experimento realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) com modelos genéticos traz novos indícios de que a doença de Parkinson pode ter origem periférica, no sistema nervoso autônomo – isto é, na parte do sistema nervoso situada nos diversos órgãos do indivíduo – e não exclusivamente no cérebro, como acredita a maior parte dos neurologistas e neurocientistas.

De acordo com o coordenador do estudo, Antonio Augusto Coppi, esteorologista e professor associado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, a identificação de uma nova rota de origem do Parkinson é um passo importante para que os cientistas possam, no futuro, desenvolver uma técnica de diagnóstico precoce.

“Até o momento a doença é incurável e o foco do tratamento é melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, é fundamental que o diagnóstico seja feito o quanto antes. Começando o tratamento precocemente, poderemos retardar o aparecimento da doença ou suavizar seus sintomas”, disse Coppi à Agência FAPESP.

O experimento foi realizado com 20 camundongos geneticamente modificados e faz parte de um dos três projetos atualmente coordenados por Coppi e financiados pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa –Regular. O cientista é responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) da FMVZ-USP.

domingo, 21 de novembro de 2010

Controle da asma é mais eficaz se paciente conhece a doença: Programa de educação aliado a tratamento medicamentoso ajuda a controlar a asma e a melhorar qualidade de vida

Pacientes com asma que sabem mais sobre a doença, seus sintomas e seus remédios conseguem ter um controle mais eficaz da asma e, como consequência, melhor qualidade de vida. “Conhecer a doença é fundamental no tratamento”, explica a fisioterapeuta Luciene Angelini. Ela conta que a implantação de um programa de educação com automanejo, que enfatize a participação do paciente na automonitorização da doença e no auto-ajuste da medicação, associado a visitas médicas regulares, tem um impacto positivo no controle clinico de asmáticos. “A educação em saúde é um tratamento não medicamentoso que deve ser recomendado e incentivado no manejo das doenças crônicas”, assinala.
Pacientes com asma podem ter melhor
qualidade de vida se conhecerem a doença



Em seu estudo, Avaliação da eficácia do automanejo no controle da asma, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Luciene trabalhou com três grupos de pacientes. O primeiro não foi submetido ao programa educativo, enquanto o segundo recebeu aulas para entender melhor a técnica inalatória, o que é a doença e seus sintomas, o que pode agravá-la e a diferença entre a medicação de manutenção e a de resgate. O terceiro grupo, além das aulas, realizou a automonitorização da doença, por meio de um diário de sintomas, medidas regulares do pico de fluxo expiratório (aparelho que mede o ar que sai do pulmão) e um plano de ação por escrito para ajuste da terapia medicamentosa.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Lítio apresenta efeito protetor contra doença de Alzheimer: Ação é verificada em idosos com transtorno cognitivo leve, fator de risco para aparecimento da doença


Lítio é possível antagonista contra a doença de Alzheimer
Pesquisa do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FMUSP) da USP comprova o efeito protetor do lítio para prevenir o aparecimento da doença de Alzheimer. A ação protetora foi verificada em idosos com transtorno cognitivo leve, que têm maiores riscos de desenvolver a doença. O trabalho deverá ser publicado em uma das próximas edições da revista científica British Journal of Psychiatry.

Entre pacientes com transtorno cognitivo leve, cerca de 10% desenvolvem o Alzheimer, um ano após manifestarem sinais de perda de memória. “Um grupo de idosos recebeu uma dose diária de 300 miligramas de lítio, menor do que a utilizada em casos de transtorno bipolar, e outro um grupo controle que recebeu apenas um placebo”, conta o médico Wagner Gattaz, do IPq, que coordena a pesquisa junto com Orestes Forlenza, também do IPq. “Um ano depois, o percentual de pessoas que tomaram lítio e desenvolveram a doença era significativamente menor do que no grupo controle, o que demonstra um efeito protetor.”